Introduzido ilegalmente no Brasil, provavelmente a partir da década de 1980, o caramujo africano, (Achatina fulica), é uma espécie de molusco exótico no ecossistema brasileiro. O molusco, sem inimigos naturais, liberado na natureza tornou-se praga e passou a preocupar severamente as pessoas e autoridades que buscam uma forma de controlar a proliferação.
Em Araputanga, como com o período chuvoso fica favorável a proliferação da espécie exótica que infesta terrenos urbanos e, causa incômodo aos moradores. Essa praga se reproduz muito rápido em terrenos baldios e se alimenta, principalmente, de hortaliças. Para evitar a reprodução do molusco, a vigilância em Saúde de Araputanga através de experiências e testes feitos com armadilhas chegou a um eficaz método para capturar os molúsculos e assim destruí-los para que seus cascos não acumulem água e transformem em criadouros de mosquito da dengue.
Apesar dos “esforços”, o inimigo é silencioso e ataca onde e quando menos se espera. No início do ano, a reportagem constatou caramujos, em horário noturno subindo nas paredes de restaurante, na região central da cidade. Recentemente, no dia 04 de julho (foto acima), encontramos o molusco sorrateiramente fazendo sua trilha nas paredes do Centro Municipal de Saúde araputanguense.
De forma satírica, talvez quisesse protestar contra o «intenso combate» que tem sido desenvolvido já, por longo período, pelas autoridades da cidade.
Além da parede, outro local servia de esconderijo confortável para descanso em dias de calor: uma caixa d’ água devidamente tampada colocada sobre o solo, nos fundos do terreno do imponente Centro de Saúde, próximo ao local onde ficam estacionadas as ambulâncias, guardava os sonolentos e indesejáveis caramujos africanos.
Não podemos dar trégua, é preciso impedir a proliferação do molusco, ou sucumbiremos à essa lesma, como de resto temos sucumbido ao vetor da dengue que inferniza a vida de todos nós.